A Liturgia

Sacrossanctum concilium

 1. Um sinal de renovação da Igreja. O primeiro documento do Concílio Vaticano II é a Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium, sobre a Liturgia. As novidades colocadas para uma profunda reforma da liturgia sinalizavam o caminho que o Concílio percorreria em seus próximos estudos.

2. A importância renovadora da Sacrossanctum Concílium. Na verdade, é a liturgia que mais atinge, de modo direto e abrangente, a vida dos católicos. Através de um retorno histórico-teológico às fontes dos ritos litúrgicos e de simplificá-los, o Concílio quis que os católicos todos tivessem a melhor compreensão possível da liturgia e nela tivessem participação ativa. A reforma e renovação da liturgia causaram um impacto impressionante.

3. Ensino doutrinal de máxima importância. Até então sem destaque, ocupou o primeiro lugar: no centro da liturgia está o mistério Pascal (n. 5-13). Óbvio porque a missão essencial da Igreja é anunciar a salvação, trazida por Jesus Cristo a todos os homens e mulheres. Operada pela morte e a ressurreição do Cristo, essa salvação é atualizada e inserida na vida de cada ser humano ao longo da História pelos ritos litúrgicos, especialmente dos sacramentos e da celebração da Palavra de Deus. O Concílio definiu que a liturgia é a “fonte” e o “cume” da vida da Igreja (n. 10). Algo inédito na época: Cristo se torna presente de muitas maneiras na liturgia: não apenas nos sacramentos, em particular sob as espécies eucarísticas, e no celebrante – in persona Christi -, mas também na Palavra de Deus, lida, recebida e assimilada na fé, assim como na assembléia dos fiéis que ora em seu nome (n. 7). Tudo isso era uma revolução na Igreja Católica.

4. A participação dos fiéis. Da Sacrossantum Concilium em diante, os documentos do Concílio martelam que é essencial a participação dos fiéis em tudo na vida da Igreja, até ali excessivamente clerical (n. 48). Em virtude do sacerdócio dos batizados, todos participam plenamente da ação comum que é de Cristo e da Igreja (n. 28). E para isso é introduzido o uso da língua de cada povo e se pede a renovação da homilia, da música sacra, do canto e dos ritos, e autoriza-se a concelebração (n. 57).

5. Esquema da Sacrossanctum Concilium. Seu título oficial é “Sobre a Sagrada Liturgia”. Títulos dos Capítulos: 1) “Princípios gerais para a reforma e incremento da liturgia”; 2) “O Sagrado Mistério da Eucaristia”; 3) “Os outros Sacramentos e os Sacramentais”; 4) “Do Ofício Divino”; 5) “O Ano Litúrgico”; 6) “A Música Sacra”; 7) “Da Arte Sacra” e “Das Alfaias Litúrgicas”. No “Apêndice” está uma “Declaração do Concílio Vaticano II sobre a Reforma do Calendário” da Igreja.

6. O que é Liturgia. Curiosamente o termo significa, em suas origens “prestação de um serviço público”. No mundo grego, sobretudo em Alexandria, liturgia era qualquer prestação pública de serviço. A partir do século II A.C., a palavra liturgia, entra no mundo religioso pagão para significar o serviço do culto, prestado publicamente por pessoas determinadas, para o povo pedir, agradecer aos deuses e obter deles bons serviços.

Com facilidade o cristianismo, sobretudo a Igreja de Roma, adotou o termo e deu-lhe significados cristãos específicos, apoiando-se no culto hebraico e adaptando-o à cultura grega latina. Por ser um dos atos de maior visibilidade, muito representativo da fé cristã e que atinge mais diretamente os fiéis, a Igreja a solenizou e a colocou como um forte chamativo para os não cristãos (cf. SC 2).

7. Reforma, renovação e inculturação da Liturgia. A Constituição diz “a liturgia consta de parte imutável, divinamente instituída, e de partes susceptíveis de mudança” (SC 21). O Concílio quis deixar claro o que na Liturgia é imutável, como divinamente instituído, deve permanecer para manter a unidade substancial do rito romano. Mas ele quis também possibilitar e estimular a adaptação, melhor ainda, a enculturação, daquilo que é passível de modificação, por ser de índole cultural, estético, organizativo.

8. Formação litúrgica. Trata da educação litúrgica (formação dos professores de liturgia, dos seminaristas, dos presbíteros e dos fiéis) e da participação ativa de todos. Mas ainda é gritante a falta de formação litúrgica em nossa Igreja, sobretudo, de muitos presbíteros, frios, sem comunicação, ritualistas, meros leitores (às vezes maus leitores dos textos litúrgicos), rotineiros, amarrados á burocracia litúrgica. Do pouco que a Igreja oferece aos fiéis, a Liturgia Dominical e de alguns sacramentos, merece uma radical reviravolta para se chegar a um mínimo do que a SC propôs há 50 anos atrás e que deveríamos, em fidelidade ao Concílio, às exigência do Espírito Santo e às necessidades dos fiéis, termos avançado mais, muito mais.

(Com base no texto do Irmão Nery, fsc)

Crianças o futuro da nossa Igreja

          No futuro da nossa Igreja, qual a responsabilidade da família?

          Nem é preciso dizer que as crianças são o futuro das famílias, da sociedade e da própria Igreja. Portanto, se elas nascem, crescem sadias e forem bem educadas, teremos a garantia de muitas famílias bem constituídas e felizes.

O primeiro e mais importante componente formativo de uma boa criancaspersonalidade das crianças é o amor. E esse componente já deve estar muito presente no ato da concepção. Toda criança deveria ser concebida numa relação de profundo amor.

Bons casais que vivem e cultivam o amor fiel e indissolúvel são a garantia de famílias “ninhos de amor”. Famílias ninhos de amor são a garantia de filhos ajustados, realizados e felizes. Casais com filhos felizes são a certeza de uma sociedade melhor, mais feliz. Mas também é verdade que famílias católicas mais felizes são a garantia de uma igreja mais feliz e mais realizadora de sua missão de auxiliar as pessoas a viverem o núcleo central do Evangelho, que é o amor, já nesta vida, em preparação para uma vida divinamente feliz na eternidade. Família católica feliz é certeza de crianças e filhos felizes e de uma igreja muito melhor. É com essa compreensão que podemos afirmar que as crianças são o futuro da Igreja. Casais católicos esclarecidos procuram criar um clima religioso favorável em seu lar. Se o casal é religioso, se compreende a importância de Deus na vida dos filhos, e eles procuram levar um “Deus de amor” ao coração dos filhos, estes são evangelizados na “igreja doméstica” e passarão a integrar a comunidade católica. Essa participação levará os benefícios das riquezas espirituais da Igreja para esses filhos.

As crianças bem formadas num ninho de amor, e que recebem a herança da fé em família, fé fortificada pelo exemplo dos pais, terá a facilidade de crer num Deus de amor, e se relacionar com esse Deus, por meio das práticas de sua fé. E essas crianças, sim, são o futuro da Igreja. Se os pais não praticam, os filhos também deixam de praticar. Muitos desses pais fazem questão, mais por tradição do que por fé vivida, de que os filhos façam a Primeira Comunhão e a Crisma. Só que esses filhos após esses sacramentos não pisam mais na igreja, e tudo o que ouviram e aprenderam se dilui como “gelo ao sol”… não sobra nada. Estas crianças, estes filhos, não são nenhuma garantia de um futuro bom para a Igreja. Até pelo contrário.

Futuro para a Igreja só são os filhos de casais que tem uma fé esclarecida, uma religiosidade que envolve suas vidas, e que tem a responsabilidade de passar a herança da fé verdadeira para seus filhos, como sendo uma herança do mais alto valor. Por isso, a Igreja leva a sério a formação de boas famílias para que sejam “igrejas domésticas”. E também se empenha para dar a melhor formação religiosa para as crianças que consegue atingir com suas pastorais. Formando famílias “ninhos de amor” e “igrejas domésticas” a Igreja está dando a melhor contribuição para que a sociedade também seja muito melhor.

(Com base no texto do Pe. Alírio José Pedrini, scj)

A sociedade sem afeto… gerando uma sociedade indiferente, anestesiada

          nsauxAs instituições sociais perderam a função de acolher a angústia de seus membros. E as principais falhas da sociedade na formação da identidade psicológica são:

1. A busca do prazer imediato, negando o conflito afetivo. Prevalecendo o prazer sobre o afeto, destrói-se o amor.

2. Perde-se a noção do limite, fundamental para relação afetiva.

3. O dono da Lei não respeita a Lei, gerando sua falência. Sem lei não temos a referência da pessoa, gerando comportamentos violentos.

4. Perda da referência que define a quem pertenço. Falta do “herói”, do “paizão”; sentimentos que geram a sensação de incompletude. O “Ser” (quem sou) é substituído pelo “Ter” (como sou).

5. A falta da efetividade exige um substituto. E o que se encontrou foi a exacerbação da sexualidade, que se tornou compulsiva (prazer imediato e constante). A cura se faz pela introdução de mais contato afetivo.

6. Negação da diferença individual, gerando medo. Quando o indivíduo é selecionado (criticado, excluído ou desvalorizado) por sua diferença, torna-se agressivo. A diferença aparece como um “mal”. Transformar o outro num igual parece ser a solução. Mas isto só é conseguido com violência, destruindo a identidade do outro.

7. Troca do Ético pelo Estético. O sentimento pela perda torna-se insuportável, causado pelo medo de envelhecer (desinteresse pelo futuro ou medo da frustração causada pela falta). O estético atrela o indivíduo ao prazer imediato, intensificando a angústia de morte, que é a predominância da incapacidade de suportar frustrações de perdas.

A sociedade sem afeto estimula a perda da identidade. A referência identificatória desloca-se para o prazer e para a posse de objetos que proporcionem o prazer. A ausência de identidade gera a anarquia dos impulsos e dos sentimentos, impedindo o aparecimento do desejo, gerando uma sociedade indiferente, anestesiada, onde predomina o prazer imediato, sem a preocupação com o outro.

A solução é o resgate do papel afetivo das instituições sociais, principalmente da família, onde o acolhimento e a escuta da angústia torna o sujeito capaz de suportar frustrações, perdas e medos, e de se livrar do narcisismo primário, tornando-se solidário, grato e em condições de cuidar de si e dos outros.

(Com base no texto do Dr. Ivan Roberto Capelatto)

 O Grupo de Oração se reúne todas às quartas-feiras (20:00horas) na sala de reuniões da Paróquia.

Coordenação

Campanha da Fraternidade 2013

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CF 2013

 

Fraternidade e Juventude – CF 2013

Objetivo Geral
Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz.

Objetivos específicos

1 – Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a
elaboração de seu projeto pessoal de vida;

2 – Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;

3 – Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

Fonte: http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/#ixzz2L0jFiYJG

Abertura da Campanha da Fraternidade 2013 na PUCPR

Aula Magna e Mesa Redonda:CF_puc

JUVENTUDE EM TEMPOS

DE TRANSFORMAÇÃO,

PERSPECTIVAS TEOLÓGICAS, 

SOCIOLOGIAS E PASTORAIS

 

Palestrantes:

Pe. Agenor Brighenti
Pe.Alexandre Cordeiro
Fabiano Incerti
Dyogenes Philipsen Araujo

 

Debatedores:

Rodrigo de Andrade
Irmã Raquel de Fátima Colet

 

DATA: 19 DE FEVEREIRO – 19h30

Local: PUCPR – Auditório Tristão de Ataíde

Entrada Gratuita.

 

Campanha para enviar jovens a JMJ 2013

A Ajs da Paróquia São Cristóvão, está fazendo uma campanha para enviar 18 jovens de nossa comunidade a JMJ 2013 no Rio de Janeiro, promovendo a venda de canecas de Dom Bosco, ao custo de R$ 20,00 cada.

Sabemos que o valor não é o mais barato, mas tem um fundamento importante, já que toda a renda será destinada para facilitar o envio dos nossos peregrinos rumo à JMJ 2013.

Os pedidos podem ser feitos via facebook: facebook.com/AjsParoquiaSaoCristovao, na secretaria da paróquia ou ainda após as missas do fim de semana

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Projeto Missionário Salesiano 2013

Como acontece todos os anos no mês de janeiro, a Inspetoria Salesiana São Pio X, promove as Missões, e este ano aqui de nossa comunidade participaram o Nelson Nadalin e Loacir foram para a cidade de Rio Grande (RS), o Padre Angelo foi para a cidade de Otacílio Costa (SC), Padre Sérgio foi para a cidade de Três Barras (SC) e Lucas e Valéria para Guarapuava (PR).

O Nelson Nadalin disse que “foi muito bom e gratificante participar e levar a Palavra de Deus às pessoas (famílias). Ficamos muito contentes ao saber que tinha gente rezando por nós. Quero agradecer a todos aqueles que doaram terços, bíblias, santinhos, balas. A todos o nosso muito obrigado!”

Retirado do Jornal de São Cristóvão fev/2013.