E as nossas Missas, hein?

Texto: Paulo Roberto Ragnini

           Este assunto é de extrema importância, possui um vasto material e muitos especialistas. O que não faltam são pessoas que já fizeram algum curso e sabem o que deve ou não ser realizado na celebração liturgica. Mas, precisamos nos perguntar: Estamos no caminho certo? Estamos atingindo as pessoas que participam, ou melhor, as pessoas estão recebendo aquilo que elas vieram buscar? Elas estão sendo alimentadas na sua busca Deus? A Palavra de Deus foi assimilada?

Sabemos que “é na liturgia que mais atinge, de modo direto e abrangente, a vida dos católicos”. O Concílio Vaticano II definiu que a liturgia é a “fonte” e o “cume” da vida da Igreja (n. 10). Da Sacrossantum Concilium em diante, os documentos do Concílio martelam que é essencial a participação dos fiéis em tudo na vida da Igreja, até ali excessivamente clerical (n. 48). E para isso é introduzido o uso da língua de cada povo e se pede a renovação da homilia, da música sacra, do canto e dos ritos, e autoriza-se a concelebração (n. 57).

          Conversando com pessoas que buscam conhecer os motivos que levam ou não as pessoas a participarem das nossas celebrações litúrgicas, de ter preferência de uma ou outra paróquia, chegamos a dois principais motivos: a animação (cantos e músicas) e a homilia.

Canto e Música

          Enquanto em algumas paróquias se discutem se o canto é ou não litúrgico, em outras se preocupam se o canto esta dentro da liturgia do dia e se são animados.

“’A tradição musical da Igreja universal constitui um tesouro de valor inestimável que se destaca entre as demais expressões de arte, principalmente porque o canto sacro, ligado às palavras, faz parte necessária ou integrante da liturgia solene’. A composição e o canto dos salmos inspirados, com freqüência acompanhados por instrumentos musicais, já aparecem intimamente ligados às celebrações litúrgicas da antiga aliança…”. (CI 1156)

A Homilia

Enquanto em algumas paróquias o pregador se preocupa com a questão teológica, em outras, o pregador se preocupa em levar as pessoas a terem um contato com o Senhor, falando ao coração.

“Na Missa, a Liturgia da Palavra é apresentada como um grande banquete que alimenta a nossa fé. Observamos dois momentos importantes: 1) Jesus Cristo, Palavra do Pai, que nos fala. 2) A Homilia, que é a atualização da Palavra de Deus” (ou deveria ser). A palavra homilia significa ‘conversa familiar’. Por isso, ela é uma atualização da Palavra de Deus, pois traz para o nosso conhecimento os elementos essenciais da Palavra que foi proclamada, de modo que os fiéis captem a mensagem viva dessa Palavra. Deve ter como fonte inspiradora, o próprio texto bíblico. Porém, é uma atualização do texto para nós hoje. Não é uma aula de teologia ou de exegese bíblica, nem um discurso político, nem deve ser encomendada para passar um ‘sermão’ na comunidade”. (Pe. Nilso Ap. Motta)

A homilia envolve quatro eixos fundamentais (CELAM. Manual de Liturgia):

1)    Um anúncio, um chamado à fé em Cristo Salvador.

2)    Um ensinamento sobre o significado dos fatos e das palavras escutadas a partir da Escritura e da liturgia. Jesus procede assim com os discípulos de Emaús (Lc 24,25).

3) A provocação da resposta dos fiéis à Palavra anunciada. Apoiando-se na força do Espírito Santo, o pregador mostra a graça atuando na Igreja; ele mesmo se apresenta como testemunha.

4)    Uma introdução ao mistério de comunhão com o Senhor: ela deve conduzir ao encontro pessoal com o Senhor e ao reconhecimento, como irmãos, dos que se unem na mesma confissão de fé.

Nos dia de hoje, onde as pessoas não tem tempo e tudo é muito rápido, os cantos/músicas devem ser animados e a homilia cumprir o seu papel no menor espaço de tempo (o ideal seria em até 15 minutos). Assim, com certeza as pessoas que participam da celebração retornarão e convidarão outras pessoas. Ao contrário, buscarão em outro lugar, aquilo que não estão encontrando.

Porém, a de se destacar a relevância de muitas comunidades na formação e preparação de pessoas para o ministério da palavra, principalmente na proclamação da palavra, já que as leituras não são projetadas.

          O Sacrossantum Concilium diz “a liturgia consta de parte imutável, divinamente instituída, e de partes susceptíveis de mudança” (SC 21). Ao apontar isso, “o Concílio quis deixar claro o que na Liturgia é imutável, como divinamente instituído, deve permanecer para manter a unidade substancial do rito romano. Mas ele quis também possibilitar e estimular a adaptação, melhor ainda, a enculturação, daquilo que é passível de modificação, por ser de índole cultural, estético, organizativo” (Irmão Nery, fsc).

O Que é a Fé Cristã?

GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA AUXILIADORA

jesusressA fé cristã não consiste em primeiro lugar em crer nas verdades por Jesus. Esse é o segundo passo. O primeiro passo está em crer na Verdade Pessoa, que é Jesus Cristo morto pela nossa salvação e ressuscitado para a nossa vida e salvação. Crer firmemente em Jesus vivo: eis o início da fé verdadeira.

Porque cremos com toda certeza e firmeza em Jesus, natural e necessariamente acreditamos em todas as verdades por Ele reveladas.

Porque Jesus nos revelou Deus Pai, nós cremos que Deus é Pai; é nosso Pai; nós descobrimos o seu grande amor de Pai, nós nos sentimos amados e amando o Pai.

Porque Jesus nos revelou o Espírito Santo, nós cremos no Espírito Santo, procuramos conhecê-lo, acolhê-lo em nosso coração e nós nos deixamos dirigir por Ele.

Porque Jesus nos revelou que existe uma vida após a morte, nós aceitamos com plena certeza essa verdade e procuramos viver de tal forma que possamos conquistá-la.

Porque Jesus nos revelou que existe o céu para os aprovados em sua vida terrena e o inferno para os reprovados por causa de sua má vida, nós cremos e procuramos viver de tal forma que possamos ganhar o céu.

Porque Jesus instituiu a Eucaristia e disse: Isto é o meu corpo e este é o meu sangue, nós não temos dúvidas da presença real de Jesus no Pão e Vinho Consagrados.

Porque Jesus disse: A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados, nós temos a certeza do perdão quando nos confessamos ao sacerdote.

O fundamento, o alicerce irremovível de nossa fé cristã é Jesus ressuscitado. Cremos nele, e por isso cremos em toda a sua revelação.

Neste Ano da Fé, queremos aprofundar, reafirmar e consolidar a nossa fé em Jesus Cristo, ressuscitado, Salvador e Senhor nosso, bem como em toda a sua revelação.

Texto: Pe. Alírio J. Pedrini, scj

 

O Grupo de Oração se reúne todas às quartas-feiras (20:00horas) na sala de reuniões da Paróquia.

 

Movimento das Capelinhas – Março/2013

O  Trabalho é uma dádiva de Deus. Não foi criado para ser uma provação, mas algo que nos preencha. Na imagem de Deus, renovamos Seu trabalho com nossos talentos e criatividade. Temos a capacidade de melhorar a criação e dar expressão à presença criativa do Senhor. Dessa  forma, outras pessoas têm a chance de passar a conhecer a realidade e a bondade de Deus.

É importante encontrar o equilíbrio. Ninguém quer ser viciando em trabalho, tampouco um preguiçoso. Isso me faz lembrar uma história sobre o Papa João XXVIII. Certa vez, um repórter perguntou-lhe quantas pessoas trabalhavam no vaticano. Ele respondeu, com um olhar bem-humorado: “Cerca da metade delas”.

Do livro: A sabedoria dos beneditinos.

  A todos os aniversariantes do mês, nossos parabéns e desejos de muitas bênçãos de Nossa Senhora. Também todas as mães de nossa comunidade, recebam o nosso abraço e a proteção de Maria Auxiliadora, muita luz, para bem orientar sua família.

Izidora

P/ M.C.

Apostolado da Oração – Março/2013

PENSAMENTO:

“A beleza ideal, está na simplicidade calma e serena”. (Goethe)

 LEMBRETES:

  1. Você deseja ser ouvinte da carteirinha da RB2? Ligue para 3013-7264 e cadastre-se.

 AGENDA DE MAIO

Dia 05 – Dia Nacional das Comunicações, Santa Missa, café e reunião geral a partir da 7h30.

INTENÇÕES DO PAPA

Geral: Para aqueles que são os responsáveis por administrar a justiça trabalhem sempre com integridade e consciência reta.

Missionária: Para que os seminários, especialmente os que se encontram em igreja de missão, formem pastores segundo o coração de Jesus, inteiramente dedicados ao anúncio do Evangelho.

Pela Equipe de Comunicação

Bingo Paroquial

No domingo, dia 14/04/2013, realizamos o nosso Bingo Paroquial, foi um momento de confraternização entre nossos paroquianos e de entrosamento entre os grupos.

          Agradecemos a todas as pessoas que colaboraram doando prendas e com os trabalhos realizados antes e no dia do bingo.

          Foi uma tarde espetacular!

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Nós somos Católicos

(Texto do vídeo): Nossa família é feita de todas as raças, nós somos jovens e velhos, ricos e pobres, homens e mulheres, pecadores e santos. Nossa família se difundiu pelos séculos e pelo mundo. Com a graça de Deus, nós abrimos hospitais para cuidar os doentes, fundamos orfanatos e ajudamos os pobres, nós somos a maior organização caritativa do planeta, trazendo alívio e conforto para aqueles que precisam, nós educamos mais crianças do que qualquer outra instituição educativa ou religiosa, nós desenvolvemos o método científico e as leis de evidência, nós fundamos o sistema universitário, nós defendemos a dignidade de toda a vida humana e preservamos o casamento e a família. Cidades receberam os nomes de nossos venerados santos, que percorreram o caminho da santidade antes de nós guiados pelo Espírito Santo. Nós compilamos a Bíblia, nós somos transformados pela Sagrada Escritura e pela Sagrada Tradição, que nos tem guiado firmemente por dois mil anos. Nós somos a Igreja Católica, com mais de um Bilhão de membros em nossa família compartilhando dos sacramentos e da plenitude da fé cristã, por séculos nós temos rezado por você e por todo o mundo, a cada hora, a cada dia, sempre que celebramos a Missa.
O próprio Jesus lançou as fundações de nossa fé quando disse a Pedro, o primeiro papa “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” por mais de dois mil anos, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica com amor e verdade, num mundo confuso e doloroso para se viver e nesse mundo cheio de caos, dificuldade e dor é reconfortante saber que algumas coisas permanecem coerentes, verdadeiras e fortes: Nossa fé católica e o eterno amor que Deus tem por toda a criação. Se você esteve fora da Igreja Católica, nós convidamos você a um novo olhar. Nossa família é unida em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Nós somos Católicos. Bem-vindo a sua casa.

 

Movimento das Capelinhas – Abril/2013.

Mistérios Da Dor: Os Evangelhos dão grande importância aos mistérios da dor de Cristo. A piedade cristã desde sempre, especialmente na Quaresma, através da Via Sacra, deteve-se em cada um dos momentos da Paixão, mostrando que aqui está o ápice da revelação do amor e a fonte da nossa salvação. Os mistérios da dor levam o cristão a reviver a morte de Jesus pondo-se aos pés da cruz junto de Maria.

Mistérios Da Glória: “A contemplação do rosto de Cristo não pode deter-se na imagem do crucificado. Ele é o Ressuscitado!” o Rosário sempre expressou esta certeza, convidando o cristão a ultrapassar as trevas da Paixão e fixar o olhar na glória da Ressurreição e na Ascensão. Desta forma, os mistérios gloriosos alimentam nos cristãos a esperança, para onde caminham como membros do Povo de Deus peregrino.

Fonte: da revista do Devoto Perpétuo

SALVE MARIA!

Parabenizamos os aniversariantes de abril, desejando muitas bênçãos de Nossa Senhora.

Izidora P/ M.C.

O Que é o Pecado?

 GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA AUXILIADORA

           O pecado é um obstáculo ao Plano de Deus, é falta contra a razão, a verdade, a consciência reta, o amor de Deus e ao próximo; fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana, tendo como característica mais profunda a falta de amor.

          O pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós e desvia dele os nossos corações. Assim como o pecado original, ele é uma desobediência, uma revolta contra Deus, pela vontade de nos tornarmos “como deuses”, conhecendo e determinando o bem e o mal. O pecado é, pois, “amor de si mesmo até o desprezo de Deus”. O pecado é diametralmente contrário à obediência de Jesus, que realiza a salvação.

          O pecado é uma atitude de desamor a Deus, aos irmãos e ao mundo. Por ele, o homem coloca a criatura no lugar do Criador; erige altares para adoração do egoísmo, do poder, do dinheiro, do prazer. O ter toma o lugar do ser.

          O homem, feito para ser o administrador das coisas criadas, torna-se escravo delas, dos prazeres, do comodismo, influenciando negativamente as estruturas econômicas, políticas e sociais da comunidade humana, que por sua vez, geram a miséria, a marginalização, a violência e a discriminação.

          O homem pode dizer “sim” a Deus, vivendo na Graça, que é a vida com Deus. O pecado, pelo contrário, é o “não”, é a vida sem Deus. Nesse caso, instala-se a morte da vida divina na vida do homem, ao rompermos a comunhão com Deus e com os irmãos.

          O maior problema surge no momento em que o pecado já não acontece como um ato isolado, mas se torna atitude constante e consciente. Isso se chama “vida de pecado”. Trata-se de uma opção fundamental de vida, na qual a pessoa assume o ser pecadora. É o que se poderia chamar de “pecado mortal”: a pessoa nele permanece conscientemente. Diferente de outra que, mesmo estando em falta grave, arrepende-se e refaz sua comunhão com Deus e com a comunidade.

          Destaco, ainda, o pecado do “fazer” e do “não fazer”. No primeiro caso é o fazer errado, ou fazer o que não se deve fazer. No segundo, é não fazer o que deve ser feito. É o pecado da omissão, responsável, em grande parte, pelas estruturas pecaminosas, injustas, iníquas. É o contratestemunho de quem se omite que cria o “clima” para que vicejem atitudes que confirmam as estruturas iníquas. Por isso a Igreja insiste na ação transformadora dos cristãos: ir às raízes, às causas estruturais do mal.

 (Com base no texto do Pe. Francisco Sehnem, csj)

O Grupo de Oração se reúne todas às quartas-feiras (20:00horas) na sala de reuniões da Paróquia.

Coordenação

O Sentido da Vida em Nossa História

  GRUPO DE ORAÇÃO NOSSA SENHORA AUXILIADORA

              Por que muitos adolescentes dizem que a matéria de História não é importante? Talvez muitos jovens e adultos dizem o mesmo!

         Não parece importante, mas conhecer a história de povos, lugares, países… de tantas coisas e as histórias do dia a dia, traz sentido à vida e proporciona a pessoa uma posição construtiva no mundo. Ao contrário, sem elas, cria-se um ser humano menos afetuoso e mais predatório.

          “A história é a linguagem do sentido da vida e só ela dá e oferece sentido à vida”.  É importante conhecer nossa pré-história familiar, cultural, civilizatória.

          A virtualidade, a necessidade do prazer a todo custo e o desprezo do outro, da história de nosso país, de nossas instituições, do assédio intenso de notícias e quadros tristes e danosos, fez com que perdêssemos a crença na ideia de que vale a pena a ética, a educação, a seriedade de educar um filho e perder tempo com ele, fazer história com ele. Também perdemos o encanto no amor, pois a sexualização das relações deixou a afetividade em segundo plano.

          Precisamos urgentemente recuperar o sentimento, onde cada pessoa pertence ao mundo e precisa participar dele, não como consumidor de prazer, mas como construtor de história, e mostrar como sonhos levaram outros a voar, navegar, descobrir, curar, proteger, lutar por ideias e ideais.

          Sem o elo histórico passado/presente, nossos jovens virtualizam a vida, ficam “atemporais”, sem cultura, sem o conhecimento concreto de seu lugar na vida e no mundo. Sentindo e pensando desta forma, eles não fazem história, pois se tornam passivos, sem imaginar que, o que existe, só existe porque alguém desejou. E nessa passividade, ficam sem sonhos, sem futuro, sem serem ativos historiadores. Assim, vão perdendo a afetividade, pois o afeto também é transmitido pela história.

          “O Senhor não nos colocou no mundo para sermos peças inconscientes de uma grande máquina, com comportamentos pré-determinados. Podemos e devemos usar nossa liberdade para fazer o bem, para servir”.

(Com base no texto do Dr. Ivan Roberto Capelatto). Contribuição: Paulinho.

Um Novo Papa Para a Igreja

Pe.Adriano

Pe.Adriano

Francisco, filho de um pai italiano. Era um ferroviário, vindo de Turim. A mãe era dona de casa. Tem quatro irmãos. Nasceu em Buenos Aires.  Formado como  engenheiro químico. Entrou no seminário aos 21 anos. Ele foi durante anos amadurecendo sua vocação. Foi ordenado  sacerdote aos 32 anos, mas sua vocação  sacerdotal começou  cedo.

No dia 13 de março de 2013 foi eleito Papa.  Um Papa modesto. Moderado.  Preocupado com os mais pobres. É o 266º Papa da Igreja Católica. É o 1º Papa latino-americano. É jesuíta. Tem 76 anos de idade.

 Jorge Mário  Papa: uma surpresa!

Jorge Mário Papa: uma esperança!

Você ouviu falar  de um idoso de 76 anos que se torna sinal de novidade e esperança para o mundo do Terceiro Milênio?  São  os milagres surpreendentes da Igreja Católica. É como diz Cristo: “A Pedra rejeitada pelos construtores do mundo dos homens tornou-se pedra angular do Reino de Deus no mundo”.

Jorge Mário Bergoglio, o Papa Francisco, está agora sendo saudado por todo o mundo como  sinal de esperança e de renovação da Igreja Católica. Uma novidade que vem   com o rosto  de simplicidade, amor aos pobres e paixão missionária.

O Papa Francisco é capaz de fazer a necessária renovação sem salto para o desconhecido. Ele partilha da visão de que a  Igreja Católica deve ter um papel missionário, que sai ao encontro das pessoas. É uma Igreja que se preocupa em promover e facilitar a fé.

É um Papa latino-americano! Um Papa que escolhe  para si um nome que alude aos santos dos santos do amor aos pobres ( Francisco de Assis ) e do ardor missionário ( Francisco Xavier ). Um Papa  que aponta claramente para uma Igreja  missionária. É um Papa defensor  da missão espiritual da Igreja. É um Papa com compromisso  com a defesa  da vida.

 O anúncio “Habemus Papam” ressoou pelo planeta Terra como uma mensagem de esperança e alegria. O novo Papa traz consigo um grande amor pela Igreja e também  uma defesa radical dos mais pobres. Com a eleição do Papa Francisco, a Igreja mostra um verdadeiro desejo de ser fiel ao Espírito Santo e modernizar não sua doutrina, mas sua prática pastoral para melhor evangelizar.

Temos esperança que o novo Papa tenha como prioridade trazer de volta  a serenidade em um momento conturbado

 – O novo Papa pede aos cardeais para “encontrar novos meios de levar  a evangelização aos confins da terra”.

– Outro pensamento bonito deixado aos cardeais: “Sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG piedosa, mas não a Igreja”.

– Na sua primeira homilia afirma que é preciso: “ Caminhar, edificar,  professar Jesus Cristo”.

Habemus Papam”!  Motivo de alegria! Motivo de esperança! Motivo de  otimismo!

 P. Adiano Cemin

 

Semana Santa

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa. É a semana mais importante do Ano Litúrgico.

Domingo de Ramos – Celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, completando sua missão, que culminará com a morte na cruz. As pessoas estendiam mantos pelo chão, aclamando-o com ramos. Por isso, hoje, os fiéis carregam ramos, recordando esse acontecimento.

Tríduo Pascal – É o ponto alto da Semana Santa. Começa na missa da Quinta-feira Santa e termina na Vigília Pascal do Sábado Santo. “Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o Mistério Pascal”. Por isso, não se dá a bênção final nas celebrações da quinta e da sexta-feira; ela acontecerá somente no final da Vigília Pascal.

Quinta-feira Santa – Celebramos a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. De manhã a bênção dos santos óleos usados nos sacramentos, na Missa do Crisma e à noite, na Missa é realizada a cerimônia do Lava-pés, em recordação do gesto de Cristo lavando os pés dos apóstolos. Para o cristão, é um sinal de humildade, serviço e amor ao próximo.

Sexta-feira Santa – “A Igreja contempla o mistério do amor de Deus pelos homens”. Neste dia não há missa. Ás três da tarde acontece a celebração da Paixão e Morte de Jesus: proclamação da Palavra, oração universal, Eucaristia e adoração da Cruz. Neste dia, pede-se o jejum e a abstinência de carne, em gratidão a Cristo, para vivermos mais intensamente esse mistério e como gesto de solidariedade aos irmãos carentes.

Vigília Pascal – Durante o dia (Sábado Santo) aconselha-se o silêncio e oração. Á noite, a Igreja realiza sua mais importante celebração, a Vigília Pascal, revivendo a ressurreição de Cristo e sua vitória sobre o pecado e a morte. Em nossa Paróquia, temos a tradição em realizar uma confraternização com toda a comunidade, após essa celebração.

Texto: Paulo Roberto Ragnini

Pais, não irriteis vossos filhos

“Pais, não irriteis vossos filhos. Pelo contrário criai-os na educação e doutrina do Senhor” (Ef 6,4). São Paulo pede que os pais não irritem seus filhos, mas os criem na educação e doutrina do Senhor, isto é, criem os filhos na lei do amor e da misericórdia. Podemos citar algumas atitudes que deixam os filhos profundamente machucados e plantam neles o sentimento de insegurança, inferioridade.  Esquecer os acertos, lembrar os erros: é necessário corrigir, mas o elogio estimula, reforça as qualidades. Os pais resolverem suas diferenças com discussões: os filhos precisam mais de pais que se amem do que de pais que os amem. Apelar para a “honra” da família: às vezes, na melhor das intenções, diante do erro do filho vem o lamento: “Meu filho, você estragou o nome da família!”. Pouco importa o sofrimento de quem errou: conta mais o nome da família. Comparar os filhos entre si: sem querer, os pais elegem um filho como alegria da casa, modelo para os outros, os desmancha-prazeres. Comparar os filhos com os filhos dos outros: os filhos do vizinho parecem sempre ser melhores. Então as comparações, como se as pessoas fossem feitas em séries. Filho mão é artigo de comparação, mas projeto de pessoa, de vida. Sonhar o futuro para os filhos: em vez de a criança amadurecer, descobrir sua vocação, seu gosto profissional, os pais passam a fazer as escolhas em seu lugar, geralmente achando que aquilo que acham o melhor também o seja para os filhos. Uma coisa é abrir perspectivas, horizontes, outra é tomar o lugar de quem deve decidir. Cobrar o sucesso material, esquecendo os valores humanos espirituais: numa época marcada pelo valor do dinheiro, do poder e do prestígio, os pais preferem orientar os filhos para aquilo que dá sucesso, garantia financeira, o tal <<futuro garantido>>. O que realiza mesmo o ser humano são os valores humanos (verdade, lealdade, sinceridade, honestidade, espírito comunitário) e espirituais (o amor de Deus, a capacidade de perdoar, ser fraterno). Não admitir que o filho está crescendo em idade, sabedoria e graça: o filho não nasce pronto, nem é um baú onde os pais depositam suas certezas. O filho é um projeto em desenvolvimento. Normalmente aprende-se errando, o que é desagradável, mas é assim mesmo. Se os pais se recordassem mais de sua infância e juventude, seriam muito mais compreensíveis… Querer que a criança e o jovem já sejam adultos: não se pode pular etapas, exigir o que o filho ainda não pode dar. Criança-adulta não é normal! Não amar o filho como ele é: o filho não é aquele que a gente sonha, mas o que se tem. E, sem dúvida, boa parte dele, de seu temperamento, qualidades e manias é herança dos pais. O fruto cai perto da árvore! Ama-se alguém não porque seja bom, mas se ama para que seja sempre melhor. Uma palavra final: quando amam de verdade, os pais podem muito mais do que todas as pedagogias e psicologias. Só o amor constrói.

 Pe. José Artulino Besen

(historiador eclesiástico, professor de História da Igreja no Instituto Teológico de Santa Catarina).  

Reflexão extraído do Jornal da Arquidiocese de Florianópolis.

Ressuscitei, mas ainda estou convosco!

                                               “Vede minhas mãos e meus pés;

                                                  Tocai-me, olhai-me: sou eu mesmo”  ( Lc 24,39).

Ainda há muita gente que pensa ser impossível conviver com Cristo. Dizem que Cristo pertence a outro tipo de mundo; dizem que Cristo mora além. Ele pode ser um prêmio da vida futura, pode ser a esperança das pessoas, pode ser aquele  que espera a gente no  limiar  da eternidade…

Muita coisa nos espera. Muita distância  nos divide. Moramos em margens opostas.Vivemos em mundos diferentes. Falamos l[ínguas diversas.

Como poderíamos morar juntos?

Um Deus é sempre um Deus, nunca poderia morar na casa dos seres humanos. Vai radiar um dia em que estaremos para sempre unidos. Mas  por enquanto… temos que viver separados e temos que nos virar sozinhos.

É isso aí que muita gente  vai dizendo.  E está tudo errado!

E Cristo  nos alerta: “Por que surgem tais pensamentos em vossos corações? Nós podemos morar juntos, porque eu tenho um corpo, tenho mãos, tenho pés.  Não sou um fantasma, sou um de vós. Ressuscitei, mas ainda estou convosco. Sou sempre eu, o vosso Cristo de cada dia”.

Cristo conheceu o desgosto, a frustração e até a derrota, embora  momentânea. Anda sempre   poeirento e não possui guarda roupa nem túnicas de reserva. Sem armas nem soldados. Tinha apenas um pequeno exército de doze descamisados, que na hora do perigo conseguem arrumar uma única espada.

Ele não tem poderio econômico. Nem uma toca onde  se esconder, nem uma pedra onde reclinar a cabeça. É um de nós.

E onde posso encontrá-lo?

Em cada página do Evangelho. É lá que sentimos sua presença, o calor de sua mão, o respiro do seu coração. Mas também na pessoa de cada irmão que se revezam ao nosso lado, que me escrevem, que me telefonam… Neles, o Cristo de cada dia se torna visível.

Fazendo um pouco de silêncio ouviremos o ruído  de um passo que se aproxima. É o passo de um Deus que procura uma nova morada, uma nova terra prometida: o coração da gente, terra de Deus.

É o passo  daquele que vem até  nós  para ser nosso Cristo de cada dia.

Nossos caminhos são  os caminhos de Cristo nosso de cada dia. Nossa história é a sua história. Não podemos considerá-lo imagem sagrada  de um fantasma, pela qual suspiramos nos raros momento de fervor.  Não podemos manter os olhos fechados  ou protegidos por óculos escuros.Ele é o nosso companheiro de caminhada.  “Estarei  sempre convoco”.

A luz resplandece nas trevas. Estes são os dias  em que o Senhor está nos visitando e nos trazendo a paz. Depois da paião, do sofrimento e da morte, desponta a manhã  da alegria e da ressurreição.

Sempre haverá um amanhã depois da morte. Depois da noite sempre aparecerá o sol.

Meu amigo, meu irmão, continue sempre caminhando para a luz, segurando na mão de Cristo.

Ele está ressuscitou! Ele está vivo! Ele é o Cristo da Páscoa!

Feliz Páscoa!

 P. Adriano Cemin

Lectio Divina – Leitura Orante

 nsaux         O que é a Lectio Divina ou Leitura Orante? De forma resumida, pode-se dizer que se trata de uma prática de oração, em que se utiliza a Palavra de Deus para rezar. É uma prática antiga, desenvolvida por um monge chamado Guigues (França 1083-1136). A Lectio Divina apresenta quatro momentos de oração: Leitura, Meditação, Oração e Contemplação.

          A Leitura da Palavra de Deus deve ser feita de forma lenta e cuidadosa, com a única preocupação de entender a mensagem de Deus através da leitura. Você pode ler o texto quantas vezes quiser até se sentir ‘tocado’ pelo Senhor. Com a prática o número de vezes diminui.

Na Meditação você deve ir mais fundo na mensagem do Senhor. O que Deus fala ao seu coração? “Fala, Senhor, teu servo escuta!”

Na Oração você responde a Deus. É um momento de muita intimidade com o Senhor. Você pode agradecer, louvar, pedir, fazer o que seu coração mandar. Você está em diálogo com Deus Pai. Converse com Ele. É um momento de muitas bênçãos e graças.

Na Contemplação o silêncio é o mais importante. Nessa última etapa você se entrega numa oração silenciosa e contemplativa.

A Lectio Divina é, na verdade, um diálogo sincero com Deus Pai. Você entra em contato com a Palavra de Deus, atualiza a Palavra em sua vida, fala e adora o Senhor. É uma forma de oração que vai te aproximar cada vez mais dos mistérios e do amor de Deus.

Grupo de Oração N. Sra. Auxiliadora

Uma contínua efusão do Espírito

  nsaux        Tomás de Aquino nos ensina em sua “Teologia das Missões”, que “a cada nova missão, a cada nova vocação, deve corresponder uma nova efusão do Espírito”. Qual seja, necessitamos que o Espírito Santo, continuamente, promova uma “atualização da graça” em nós com vistas a nos capacitar para alcançarmos aquilo a que Deus nos tem destinados em nossa caminhada ruma à santidade.

          Diz Raniero Cantalamessa que “… Jesus ressuscitado não batiza no Espírito Santo unicamente no sacramento do batismo, mas, de modo diverso, também em outros momentos: na Eucaristia, na escuta da Palavra e, em geral, em todos os ‘meios da graça’” (“A poderosa unção do Espírito Santo, Ed. Raboni, p. 47 a 49). Assim, é importante sabermos que, para o crescimento na vida da graça, não basta simplesmente dizermos: “eu já tenho o Espírito Santo”. Não é suficiente já O termos recebido: é preciso que isso transpareça em nossas vidas. E que procuremos – oferecendo-Lhe  crescentes espaços de santidade em nossas vidas – tê-Lo de um modo cada vez mais abundante. Na sua carta aos Efésios, Paulo recomenda “… procurem estar repletos do Espírito” (cap. 5,18b). E não apenas Tê-Lo, mas pertencer a Ele, deixando-nos por Ele sermos possuídos e dirigidos, como nos ensina Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, n. 75: “Ele é aquele que, hoje ainda, como nos inícios da Igreja, age em cada um dos evangelizadores que se deixa possuir e conduzir por Ele, e põe na sua boca as palavras que ele sozinho não poderia encontrar, ao mesmo tempo que predispõe a alma daqueles que escutam a fim de a tornar aberta e acolhedora para a Boa Nova e para o reino anunciado”. Coloquemo-nos, hoje, sob a proteção da oração de João Paulo II a favor dos leigos, que diz: “Ó Virgem Santíssima, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja… Tu que estivestes no Cenáculo, com os Apóstolos em oração, à espera da vinda do Espírito de Pentecostes, invoca a Sua renovada efusão sobre todos os fiéis leigos, homens e mulheres, para que correspondam plenamente à sua vocação e missão, como vides da verdadeira videira, chamados a dar muito fruto para a vida do mundo” (ChL, 64).

O Grupo de Oração se reúne todas às quartas-feiras (20:00horas) na sala de reuniões da Paróquia.

Coordenação.