{"id":7398,"date":"2014-09-28T18:58:45","date_gmt":"2014-09-28T21:58:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/?p=7398"},"modified":"2014-09-28T18:58:45","modified_gmt":"2014-09-28T21:58:45","slug":"credo-simbolo-apostolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/?p=7398","title":{"rendered":"Credo &#8211; S\u00edmbolo Apost\u00f3lico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/credo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7399 size-full\" src=\"http:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/credo-2.jpg\" alt=\"credo 2\" width=\"194\" height=\"259\" \/><\/a><\/p>\n<p>&#8220;<span style=\"color: #333333;\">Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, tamb\u00e9m eu darei testemunho dele diante de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us&#8221;\u00a0(Mt 10:32).<\/span><\/p>\n<p>Confessamos a nossa f\u00e9 de v\u00e1rias maneiras e as fazemos mais comumente no batismo, na Ceia do Senhor e ao recitar o Credo. Para testificar aos incr\u00e9dulos e\u00a0dar bom testemunho na vida p\u00fablica e privada da nossa f\u00e9 crist\u00e3, toda confiss\u00e3o p\u00fablica da f\u00e9 deve ser feita com sinceridade, e deve vir acompanhada de uma vida de compromisso com os valores do reino de Deus.<\/p>\n<p>A confiss\u00e3o de f\u00e9 mais popular do Cristianismo, tem-se chamado simplesmente \u201co Credo\u201d. A palavra Credo \u00e9 realmente o verbo com o qual come\u00e7a o Credo Apost\u00f3lico no latim, o qual declara: Credo in Deum Patrem . No portugu\u00eas a mesma ora\u00e7\u00e3o se repete: Creio em Deus Pai. Assim que o termo Credo significa apenas Creio , ou seja, \u201ceu creio\u201d, eu confesso a minha f\u00e9 de forma p\u00fablica (cf. 2 Co 4:13). Da\u00ed, um credo que n\u00e3o \u00e9 outra coisa que uma forma de se confessar as nossas cren\u00e7as b\u00e1sicas (Mt 10:32; Rm 10:8-10).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 chamado de \u201cS\u00edmbolo Apost\u00f3lico\u201d. Este nome foi dado quando as heresias come\u00e7aram a minar a Igreja. A palavra S\u00edmbolo vem do grego, e significa: \u201cmarca distintiva, santo e sinal\u201d. O S\u00edmbolo Apost\u00f3lico se converte numa marca da doutrina apost\u00f3lica e, portanto, a marca do crist\u00e3o e da Igreja verdadeira. Rufino (falecido em 410 d.C.) disse que o Credo foi dado como uma marca contra os falsos ap\u00f3stolos, e acrescenta: \u201cassim, os ap\u00f3stolos prescreveram esta f\u00f3rmula como sinal e penhor pelo qual deveriam reconhecer quem realmente prega verdadeiramente a Cristo, segundo a regra apost\u00f3lica.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m recebeu o nome de \u201cos doze artigos de f\u00e9\u201d. A divis\u00e3o em 12 artigos obedece \u00e0 lenda de que cada um dos 12 ap\u00f3stolos escreveu um artigo. Todavia, \u00e9 mais apropriado esquecer deste t\u00edtulo e dividir o Credo em tr\u00eas partes, segundo a sua ordem trinit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, lhe \u00e9 concedido o qualificativo de \u201cApost\u00f3lico\u201d. Foi Rufino (cerca de 307-309 d.C.) o primeiro a transmitir por escrito a lenda de que, no dia anterior \u00e0 partida para pregar a todas as na\u00e7\u00f5es, os ap\u00f3stolos colocaram-se em comum acordo quanto \u00e0 norma de sua prega\u00e7\u00e3o. E foi assim que inspirados pelo Esp\u00edrito compuseram o Credo. Mas adiante Ambr\u00f3sio (bispo de Mil\u00e3o, 340-397 d.C.) afirmou que o n\u00famero de 12 artigos obedece ao n\u00famero dos ap\u00f3stolos. Finalmente, no s\u00e9culo VI um serm\u00e3o de Pseudo-Agostinho termina afirmando que a cada ap\u00f3stolo correspondeu escrever um artigo. Esta lenda deve ser rejeitada. O Credo n\u00e3o \u00e9 apost\u00f3lico porque foi escrito pelos ap\u00f3stolos, mas por ser a sua doutrina.<\/p>\n<p>As regras de f\u00e9 ou confiss\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o uma novidade inventada pela Igreja Cat\u00f3lica Romana, ou no per\u00edodo moderno. Os judeus usavam Deuteron\u00f4mio 6:4-9 como a sua confiss\u00e3o de f\u00e9, e a influ\u00eancia deste credo (que eles chamavam o shema ), reflete claramente no Novo Testamento (cf. Rm 3:30; 1 Co 8:4-6; Gl 3:20; Ef 4:6; 1 Tm 2:5; 3:16; 2 Tm 2:8; 1 Pe 1:21; 3:18,22). O Novo Testamento tamb\u00e9m nos entrega uma lista de pessoas que confessaram a sua f\u00e9: Jo\u00e3o Batista (Jo 1:29, 34), Natanael (Jo 1:49), os samaritanos (Jo 4:42), os disc\u00edpulos (Jo 6:14,69; cf. Mt 14:33), Marta (Jo 11:27), Tom\u00e9 (Jo 20:28). Todavia, a confiss\u00e3o mais conhecida foi a que Pedro formulou quando declarou que Jesus era \u201c o Cristo, o Filho do Deus vivo \u201d (Mt 16:16).<\/p>\n<p>Por dois motivos se fez necess\u00e1rio o surgimento do Credo. Primeiro, a expans\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja, fez obrigat\u00f3rio o surgimento de uma declara\u00e7\u00e3o de f\u00e9 b\u00e1sica para instruir aos candidatos ao batismo (Mt 28:19). Segundo, a heresia obrigou a Igreja de definir claramente a sua f\u00e9. A expans\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3 colocou a Igreja em contato com muitas culturas e filosofias pag\u00e3s que amea\u00e7avam introduzir-se no meio do povo de Deus. Por isto, desde o principio percebeu-se a import\u00e2ncia de preservar e confessar o ensinamento dos ap\u00f3stolos, o que a igreja antiga fez por meio de confiss\u00f5es e credos. O perigo \u00e9 denunciado claramente em Hb 4:14; 10:23; 1 Jo 2:22-23; 4:1-6,15; 5:1,5 onde se reafirma e exige confessar a f\u00e9, ante o confronto com a heresia e\/ou a persegui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Extra\u00eddo do livro de Humberto Casanova e Jeff Stam, El Credo Apost\u00f3lico (Grand Rapids, Libros Desafio, 1998), pp. 14-22.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, tamb\u00e9m eu darei testemunho dele diante de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us&#8221;\u00a0(Mt 10:32). Confessamos a nossa f\u00e9 de v\u00e1rias maneiras e as fazemos mais comumente no batismo, na Ceia do Senhor e ao recitar o Credo. Para testificar aos incr\u00e9dulos e\u00a0dar bom testemunho na vida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41,7,1],"tags":[],"class_list":["post-7398","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-catequese","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7398"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7400,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7398\/revisions\/7400"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.paroquiasaocristovao.net\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}